A primeira vez que te vi, foi espreitando sem autorização. Eras um bebé loirinho, de pele muito clarinha, que apetecia apertar... só desejei que o tempo passasse para saires do hospital e ires para a tua casa definitivamente.
E não demorou muito.Um dia ou dois, já não me lembro!
E a segunda vez que te vi estavas satisfeito, já ao colinho de outra avó, de cabelos brancos... Enquanto cá esteve e até partir amou-te incondicionalmente. Os teus pais babados riam de contentamento e foi aí que te peguei ao colo. Fazia tempo que não havia bebés na família... foi um consolo.
A terceira vez... e todas as outras, sempre que podia, visitava-te e abusava... vi-te a aprender a andar, a falar, a cantar... que ternura! Ao assobio do teu pai, identificavas a música e continuavas num la la la ritmado e acertado. Eras uma fofura, doce, muito educadinho, aonde chegavas davas um beijinho a toda a gente que estivesse presente... e foste crescendo, inteligente, traquinas o suficiente e comilão! Que bem te sabia a sopinha, o segundo prato e até uma fatia de pão. Doces... nem por isso. Gelados também não.
O tempo vai passando e hoje és um jovem menino bonito e bem sucedido. Um coração enorme, notas escolares excelentes, no futebol guarda redes e mais o futuro o dirá! Que sejas sempre feliz e conseguias fazer feliz os outros.
M.C. 1/06/2020